
Trovador pelo ar, como a onda no mar, ecoando ao sonhar como o ouro do anel que contorna seu véu, orbitando no céu como um carretel...
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Quase livre

segunda-feira, 23 de junho de 2008
Estrada de terra

E que da lama que em meus sapatos ficou
Se alimente o chão em que eu pisar,
E que se formem flores, grama,
E que nada deixe a desejar...
Que do sol, a tristeza que emana
Seque em panos soltos em varais
E que os sonhos que a mente tanto ama
Se percebam nos chás e jornais
Pois são tantas as colchas, os tetos, os sons, os afetos, os tons, os incertos, os tais e afins
Se diga o que diga, que se mate a fadiga
Hoje os meios implicam os fins...
E que da água que em meu olho brotou
Se saciem as plantas sobre as quais me deitei,
E que se tornem belas, claras,
Como o sorriso que há tanto dei...
Que das nuvens, o período se encurte
E que da chuva caia o certo, o que repercute,
Pois são tantos os solos, os colos, os bancos e os novos,
Que da chuva floresçam os povos
E da água se forme a lama.
Os meus sapatos já estão sujos de barro,
Que eu possa pantar bananeiras...
"O sol já nasceu na estrada nova, e mesmo que eu impeça, ele vai brilhar"
sexta-feira, 13 de junho de 2008

Perceba, meu amigo, quando você abre a porta dos bares, ninguém olha para você. Ou me diga: você é requisitado e procurado por todos? Ah, conte outra! O bar é cheio demais... Cada copo esvaziado é sangue que não circulou durante o dia, e sua presença representa, no mínimo, um coágulo. Páscoa, Sexta-feira santa, Natal, Ano Novo... Os mesmos parceiros de mesa? Perguntam ao menos como foi sua noite? Ah, conte outra!
Eu não sei dizer, mas aquele velho barco que atracou
Não parece estranho para mim
Eu não sei dizer,
mas aquela rua que ontem vi,
Alguma vez já esqteve aqui
e eu já vi tanto nessa vida... eu te digo não esqueço o que vi,
mas aquela rua e o barco estão ali,
no meu sonho, no meu pranto e no meu canto, como estão aqui.
Eu sei que aquele barco um dia vai partir,
por aquela estrada por onde eu vi
e aquele velho poço vai secar quando eu perceber que está na hora
está na hora de ir
E tudo isso que eu vi, um dia não estará mais ali,
mas a velha estrada há de permanecer, há de vir
e eu sei que tudo isso que eu já vi, não passa de sonho
quando eu digo que aquele barco esta ali e parece que acabou,
mas aquelas nevoas lá estão quando eu me dou conta de onde estou
eu percebo o tanto de paixão e ao perceber lá tantos lugares no meu sonho,eu me encontro em paz com o meu eu ... ao me encontrar lá eu em paz deito e choro ao saber que amor você me deu. Ao saber que amor você me deu... sem o seu amor não sou mais eu.
Os mesmos parceiros de mesa, depois disso?
AH, CONTE OUTRA!
sexta-feira, 6 de junho de 2008

Pense o que seja, em risos ou prantos
Seus sonhos se pungem em largos quebrantos
Perdidos em ilhas, jogados num canto
Enquanto a blasfêmia preenche o encanto
E em queima de fogos lacera de espanto.
Manta de sombras, que cobre, que quebra
Que mata de amores, cinismo, e celebra
Que a ilha que fui hoje em pedras e palha
Em águas imundas derrete e se espalha.
Qual um grito de guerra perdido
Um sufoco de medo banido
Ao que era perfeito, e hoje esquecido.
Geleira que morre, em águas escorre
E à água que escorre, então nada ocorre.
Seja o que pense, em tudo um porém
As águas se calam, e a vida também.
terça-feira, 27 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008
Mescla
Olha só, o sol se pôs na velha fotoE na televisão como se fosse um disco
Um disco sempre a rodar naquela imensidão
Que abrange a cidade, o rio, a praia , a selva, a relva a rua clara e a serra do mar
Curto como um pavio de vela que parece apagar
No fio de trevas de que me impede de falar
Olha só as tantas coisas que eu queria dizer, ou que podia fazer
No escuro sem acordar
Sem medo de esquecer ou até parecer um simples desabafar
Sendo que eram prazer, amor, clareza, luar,
Como a minha vontade de cantar
Dizendo assim, nem pareço eu
Acontece que aconteceu
Eu me deitei sobre domínios,
Eu encontrei o seu olhar
Eu desprezei os raciocínios
Me joguei no seu mar.
Olha só, aquela rua, aquela praça,
Aquela igreja, aquele banco, aquele branco, tudo de perfil
Parecendo chamar lembranças, sonhos mil, parcelas, frio, calor sutil, memória, anil
Janela, abril, novembro indo por lá, por meios de janeiro, março, fevereiro, junho, (mal) e julho, enfim, quando tudo passou a se ajeitar
Dito assim, tudo se ofuscou
E seu brilho me encantou
Eu me acalmei em seus carinhos
Eu me aninhei ao te abraçar
Ah, minha rosa sem espinhos
Incapaz de murchar.
